sábado, 19 de setembro de 2009

Gênese

Eu não quero outra vida. Tá tudo diferente. A casa em casa mudou, já não é mais casa. O que é casa? Me sinto bem onde estou. Minha casa é minha mente, minha morada é meu corpo. Meu coração tá em Ouro Preto e sinto falta de tê-lo por perto. Mas eu não podia querer outra vida. Me sinto livre. Me sinto útil. Tenho que me virar com o mínimo do mínimo por mês. E quer saber? Eu tô adorando! Adorando aprender e enxergar as coisas como elas são. Adorando descobrir que tudo que eu aprendi a minha vida toda tava errado, ou que no máximo foi contada uma meia verdade. Adoro também saber que isso é apenas o comecinho.

Esse mês de agosto/setembro foi crucial. MUITA coisa mudou. E eu percebi que não ter um quarto para mim em nenhum lugar não é tão importante. Eu estou bem comigo mesmo, e é isso que importa.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Movediço

em uma semana MUITA coisa muda. muda a cidade, muda o estado de espírito, muda uma casa, muda de casa. e a casa era família que se desfez. o estado de espírito é a montanha russa disparada. a cidade não era muito grande e agora ficou menor. mas em uma semana muita coisa muda. muda pra melhor. e o tempo não pára.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ebulição

Correr atrás da vida e deixar a vida correr atrás de mim
Pouco a pouco, conquistar independência
A distância é grande e a saudade vai apertar
Mas já dizia o poeta que, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Pensamentos a mil, versos lançados sem ordem
mais ou menos como isto aqui, entendidos da maneira que podem!

Sem rima, sem traço, sem vírgula, sem métrica.
E eu vou lá! que este é apenas o começo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Caminhando

Tudo o que eu vejo é lixo
Tudo o que eu como é plástico
Estou cercado de novidades,
é demais, é fantástico!
Tudo o que se vê, não é
Tudo o que se sente, mentira
É globalizado, modernizado
Sentimentalismo barateado
À venda, vendado!
Toda uma vida involutiva
Volúvel, volátil, contrátil
No moderno, tudo é fácil!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um banco

O chão sujo e as paredes descascando me pareciam tão mais amigáveis há 2 ou 3 anos... Mas não tem como negar o que todo aquele ambiente representou - e talvez ainda represente - para mim. Para mim e para qualquer um, marcou de alguma forma. Ali eu me fiz, desfiz e me refiz. Fiz amizades, desfiz e refiz. Fiz amores, desfiz, enfim.
Convivi com pessoas que admirei, vi coisas que me fizeram pensar. A liberdade que nos era dada era um teste. Um teste pra vida? Reprovados então, sempre que ouvíamos aquele velho "futebol molquecadinha?".
Aprendi a programar. Aprendi a me programar. Aprendi até a administrar meu dinheiro, a poupar entre os almoços aqueles dois ou três reais que garantiriam o fim de semana em algum show barato. Aprendi que apenas um banco duro e minha mochila serviam (e como!) melhor que muita cama. Aprendi a dar valor a certas coisas, nos pensamentos que tinha durante as viagens de volta para casa, onde ia feito carne enlatada.
Dei risada, dei muita risada.
Conheci o amor pela dor, ou a dor pelo amor. Aprendi, definitivamente, que o tempo não volta.
Joguei presidente na hora do almoço, estendi a conversa até 3 da tarde. Não entraria naquela hora, já faltava pouco tempo para o intervalo. E esse parecia ser o tempo mais apreciado.
Conheci aqueles que seriam música em mim. Conheci, enfim, a vida, em seus defeitos, qualidades, nas diferenças e nas semelhanças. Aquele lugar tinha uma atmosfera diferente.
É bem verdade que hoje as paredes não estão mais descascadas, tampouco o chão é sujo da mesma maneira. Mas sempre que passar por ali vou sentir saudades.

domingo, 7 de junho de 2009

Cérebro prejudicial

E essa coisa do tempo passar
o que de verdade importa lá no fundo
que só ele traz uma resposta
E que do prevenir-se, fez-se remediado
A fumaça voltou
esconda-se, salve-se
Mate-se com o punhal da seriedade
pois sua inocência se soltou
Seja subestimado pelo que querem pra você
passem-se os anos e sinta-se enojado
é tudo proporcionalmente inalcançável
Pouco importa o que pra você as coisas possam parecer
O que é real mesmo é o que outrora quiseram pra ti
mas não é o mesmo que desejam pra si
Corre, corre
Salve-se de toda métrica
e de toda imposição
O tempo que tens é curto demais pra sentir-se realizado
porém é longo o bastante para sentir-se arrependido

sábado, 23 de maio de 2009

Desordem

Entrei desesperado por um pedaço de atenção, porém não demonstrei. Ela me disse - Já estava tudo pronto, porque estragou tudo? Eu não tinha feito nada. Comecei a pensar e os segundos tinham pressa, corriam cada vez mais. Ainda não havia entendido o que eu tinha feito. De repente me encontro coberto de risos esfumaçados, deturpados, surgidos das bocas de quem não tinha mais o que fazer. Então logo imaginei que ali poderiam ter lido meu pensamento. Mas isso não existe. A visão ficara turva e eu já não me lembrava mais onde estava a fechadura, muito menos a chave. Ouvi algo irônico dizer que tudo era uma brincadeira da minha mente. Enquanto eu não me organizasse, aquela ficaria ainda mais turva e emaranhada. Fechei meus olhos e dei voz às frases. Tudo parecia fazer algum sentido agora. A vibração foi diminuindo e com ela, a clareza de opiniões.
Quase ao final do processo, dei meia volta e perguntei à minha subconsciência o que ela achava disso tudo. Ela não estava mais lá. Fui me sentindo cada vez mais confuso. Contudo, desta vez a confusão foi proposital. Quanto mais confuso, mais ela voltava, e quanto mais ela voltava, mais confuso. Essa confusão me deu a calma. E foi aí que eu percebi que não valia a pena. Você é quem você é.